Alongamento e Reconstrução Óssea

Tire suas Dúvidas

As perguntas que se seguem foram retiradas dos e-mails de candidatos à cirurgia.

O osso pode ser alongado em qualquer idade?

Sim, o osso guarda um potencial de crescimento sempre, lembrando que a idade é um fator importante e que no jovem este potencial é extremamente maior e, portanto o osso regenerado é formado em um tempo menor.

O osso fica do tamanho do osso original, não fica mais fraco?

Não, se o tratamento for bem conduzido, na maioria dos casos, não existem falhas ósseas ou diminuição no diâmetro o osso.

A minha perna é torta, posso corrigir isto durante o alongamento?

Sim, o sistema nos permite, de forma percutânea e com correção gradual, a correção de encurtamento, desvio angular e desvio rotacional.

Gostaria de crescer 10 cm. Isto é possível?

Podemos produzir alongamentos de vários centímetros, porém sabemos que os alongamentos produzem, temporariamente, encurtamentos importantes musculares, rigidez articular com aumento de pressão sobre as cartilagens e, por isso, não está recomendado um alongamento maior de 6 cm por etapa.

De qualquer forma, cada caso deverá ser bem avaliado para decidir o tamanho do alongamento. Podemos realizar mais de uma etapa e dar muito mais segurança ao paciente no resultado final.

Ficam cicatrizes após um alongamento ósseo?

Quando utilizamos um fixador externo, os pinos e fios penetram a pele, transfixando o osso e correm longitudinalmente os centímetros desejados e isto sempre produz cicatriz.

Quais as vantagens e desvantagens da haste intramedular
expansível contra o fixador externo?

As vantagens da haste é que não necessita o uso incômodo do fixador externo, sendo, portanto, discreta.

A desvantagem é que, como o paciente faz o osso crescer com movimentos de rotações repetidas de 9 graus do membro operado, muitas vezes este movimento é involuntário, mesmo a noite quando dormindo um sono agitado e quando fizer um RX de controle vamos ver que houve um crescimento maior que o desejado.

Não podemos interromper o crescimento e tampouco voltar atrás o osso, promovendo encurtamento o que é possível com o fixador externo.

Ou seja, o médico tem, com o fixador externo, o controle total sobre o osso.

De qualquer forma, a haste expansível é uma solução boa para alguns pacientes sob rígidas condições de indicação e com um controle fisioterápico extremamente adequado.

Uma alternativa intermediária e muito boa é a do alongamento sobre haste na qual é colocada uma haste intramedular convencional e feito o alongamento sobre esta haste. Após o término da fase de alongamento de 2 a 3 meses, a haste é bloqueada, ambulatoriamente e é retirado o fixador.

Com isso, diminuímos consideravelmente o tempo de uso do fixador, sem perder o controle sobre o osso operado.

Qualquer método é bom desde que bem acompanhado.

Posso caminhar com o fixador?

O paciente caminha com o auxilio de muletas, com carga parcial, orientado pelo médico.

Na fase de alongamento, principalmente quando é bilateral, como nos casos de alongamento para baixa estatura, é recomendável que o paciente permaneça sem apoiar, durante a fase de distração, ou seja, ao redor de dois meses. Os estudos mostram que o índice de desvios angulares diminui drasticamente desta forma, embora a fisioterapia deva ser intensa, nesta fase.

Na etapa final do tratamento o paciente caminha sem o uso de qualquer tipo de auxílio.

O tratamento dói?

Temos de fazer uma diferença entre dor e desconforto.

Durante a fase de alongamento, o paciente sente muito pouca dor até atingir 2,5 a 3 cm quando os músculos começam a ser “esticados”. Isto produz desconforto e, eventualmente, dor controlável, com uso de analgésicos.

Quando um pino infecta no atrito com a pele, o que surge com alguma frequência durante o tratamento, o paciente pode ter dor e ser obrigado a tomar antibiótico por alguns dias e analgésicos.

Qual o tempo de ausência do trabalho?

Depende do tipo de trabalho e se a cirurgia é feita em uma ou ambas pernas (alongamento para baixa estatura).

Para quem trabalha sentado, após 10 dias é possível o retorno ao trabalho, se possível com uma carga horária reduzida e sabendo que em determinados momentos do tratamento pode ser necessário o repouso de poucos dias por uma infecção de pino ou outro motivo qualquer.

Quando a cirurgia é em apenas um membro tudo fica mais fácil.

Moro longe. Existem condições para o meu tratamento?

Sim. Se o paciente mora no estado pode vir a cada 15 dias durante 2 meses e, após, a cada 30 dias.

Se mora fora do estado o paciente pode fazer Rx e enviar por meio eletrônico ou por Sedex e conversar por telefone.

Se o paciente mora no exterior deverá permanecer em Porto Alegre durante toda a fase de alongamento e, nesses casos, o alongamento sobre haste talvez seja o mais indicado, pelo fato de voltar ao seu país, sem a necessidade de procedimentos adicionais, apenas comunicando-se e enviando fotos e radiografias para decidir o momento que está liberado para tudo.

Hoje graças à internet, fotografia digital, etc., ficou muito mais fácil a comunicação.

De qualquer forma cada caso tem suas peculiaridades e deverá ser discutido com o paciente.

O Que Dizem Nossos Pacientes

“Em 2007, procurei o Dr. Renato Slomka, para corrigir uma deformidade óssea na minha tíbia esquerda devido a acidente de trânsito sofrido em 1996. Eu tinha quase 4 centímetros de encurtamento e um desvio segmentar na tíbia. Após a consulta realizada com o Dr. Renato e uma série...”

maisVinícius André Margutti
15 de janeiro de 2011

Porto Alegre Health Care