Alongamento e Reconstrução Óssea

Alongamento para Baixa Estatura

Hoje em dia, cada vez mais pessoas procuram recursos para o desejo de conseguir o alongamento de seus membros inferiores, em busca do aumento de sua estatura.

O ortopedista deve ser muito criterioso no momento de optar por este tratamento cirúrgico e, por isso, passo as orientações a seguir:

Orientações ao candidato a alongamento ósseo para baixa estatura

Estas informações destinam-se a pacientes interessados em cirurgia de alongamento para baixa estatura.

A Técnica

A técnica de alongamento consiste na colocação um fixador externo no osso (ou ossos no caso da perna) a ser alongado, fixado por meio de fios e/ou pinos que transfixam o osso e conectam-se ao fixador.

Após a colocação do fixador o osso ou ossos (no caso da tíbia e perôneo) são osteotomizados, ou seja, são cortados através de uma técnica minimamente invasiva com uma incisão em torno de 1 cm.

O paciente tem alta após dois ou três dias e, depois de 7 a 10 dias inicia-se o processo de alongamento que é feito pelo próprio paciente com a orientação médica. O alongamento é realizado ¼ de milímetro 3 a 4 vezes ao dia como média.

Dependendo da qualidade do osso regenerado, poderá ser instituído um ritmo menor, o que é determinado pelo médico, através da experiência e de radiografias quinzenais.

Após o término da fase de alongamento, deve-se esperar até que o osso regenerado esteja o suficientemente calcificado para a retirada do fixador. O tempo de espera desta fase é maior do que o tempo de alongamento. O tempo médio é de um mês e meio para cada centímetro.

Escolha da Tática Cirúrgica

A escolha da tática cirúrgica e do tipo de fixador depende dos seguintes fatores: idade, fumo, deformidades presentes, tamanho do canal medular do osso, discrepâncias de comprimento, doenças associadas, entre outros.

O paciente, além do atendimento ortopédico, passa por uma avaliação psicológica, fisioterápica e realiza exames radiográficos.

ATENÇÃO: pacientes fumantes não podem ser submetidos a procedimento de alongamento ósseo porque retarda muitíssimo a formação de osso e,inclusive, a cicatrização da pele.

Métodos de Alongamento Ósseo

Basicamente, utilizamos as seguintes opções:

  • fixador externo circular ou monolateral
  • fixador externo circular ou monolateral + haste intramedular bloqueada
  • haste intramedular expansível.

Exemplos de Fixadores Externos

ISKD

As radiografias pré-operatórias determinarão o tamanho do canal medular que é fundamental para a decisão de usar ou não o ISKD que é uma haste expansível, dispensando o uso do fixador externo.

Neste sistema o paciente realiza uma rotação da coxa ou perna de 9 (nove ) graus para poder provocar o alongamento. Se o canal medular for estreito é impossível fazer este giro e neste caso teremos que optar por outro método de alongamento.

O paciente coloca sobre a pele um aparelho que conecta-se com um magneto instalado na haste que nos sinaliza o quanto ela está se movimentando.

De uma maneira geral os pacientes são acompanhados através de consultas quinzenais, durante a fase de alongamento.

A cada visita são realizadas radiografias de controle que determinarão o ritmo de distração.

Após esta fase as consultas e radiografias podem ser mensais.
O tempo de uso do fixador externo, incluindo a fase de distração e consolidação é, em média de um mês e meio para cada centímetro, dependendo da idade e condição clínica do paciente.

O tamanho do alongamento recomendado para cada etapa é de 5 a 6 cm, podendo, eventualmente chegar a 7 ou 8 cm na dependência, basicamente, da qualidade do osso regenerado e da mobilidade articular medida durante o processo.

A fisioterapia ideal é diária sendo 1 hora com o fisioterapeuta e 2 horas realizada pelo próprio paciente, totalizando 3 horas diárias.

Antes de decidir-se pela realização do procedimento, é recomendável que o candidato converse com outros pacientes que já viveram esta experiência. Esta conduta tem se mostrado muito eficiente no sentido de dar mais segurança quanto à decisão que está sendo tomada.

Importante!

A legislação vigente (Conselho Federal de Medicina) proibe o medico de realizer consulta através de meios eletrônicos bem como oferecer orçamentos, pelos mesmos meios.

Embora muitos pacientes busquem informações via internet através de pesquisas ou e-mails, esta não é a melhor maneira para tomar as decisões e, portanto, o processo deve iniciar com uma consulta médica presencial, importantíssima para que se crie um vínculo de confiança.

Na consulta serão avaliadas as indicações do procedimento e a saúde geral do paciente. A avaliação é de vital importância porque a partir dela é que será decidido o tamanho do alongamento e, especificamente, o tipo de fixador a ser utilizado.

O Que Dizem Nossos Pacientes

“Desculpem a demora, mas como já te expliquei, escrever é um dos meus prazeres”. Se julgarem muito longo, estão desde já autorizados pela humilde autora, a suprimir trechos, sintam-se à vontade (pois está bem mais longo, do que duas linhas).

Se tivesse que descrever aqui...”

maisLucilene Severo Rodrigues
24 de fevereiro de 2012

Porto Alegre Health Care